
Estudos Clínicos
OBJETIVO: Avaliar a eficácia de formulações de Icaridina (10% e 20%) vs DEET 20% na prevenção de picadas de mosquitos no Camboja.
PRINCIPAIS RESULTADOS: Icaridina a 20% demonstrou alta eficácia (cerca de 97% de redução de picadas), equiparando-se ao DEET 20% e superando a formulação a 10%. A proteção variou conforme a espécie de mosquito, sendo maior contra Mansonia e Culex e menor contra Aedes albopictus e alguns Anopheles.
CONCLUSÃO: A Icaridina a 20% é uma alternativa eficaz e segura ao DEET para proteção individual em áreas endémicas, devendo ser integrada numa estratégia mais ampla de controlo de vetores.
OBJETIVO: Identificar, através de revisão sistemática, o repelente aprovado pela US EPA mais eficaz contra mosquitos Aedes aegypti, Aede albopictus e Culex spp.
METODOLOGIA: Revisão sistemática de 62 estudos sobre a eficácia e segurança de repelentes registados pela US EPA.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– O DEET confirmou-se como o padrão-ouro, com a evidência mais robusta em eficácia e segurança.
– A Icaridina surgiu como uma alternativa de segunda linha muito eficaz, especialmente para quem recusa o DEET.
– Outras substâncias (IR3535, óleo de eucalipto-limão) mostraram eficácia razoável, mas com proteção de menor duração.
– A correta aplicação é crucial para garantir a proteção.
CONCLUSÃO: DEET permanece a opção mais consolidada. A Icaridina é uma alternativa válida e eficaz. A escolha deve considerar a duração da exposição e a preferência do utilizador, garantindo sempre a adesão às instruções de uso.
OBJETIVO: Avaliar a eficácia e duração da proteção da Icaridina 20% contra carraças (vetor da Doença de Lyme).
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– A Icaridina 20% demonstrou alta eficácia contra carraças, com proteção de 2 a 10 horas, dependendo da concentração.
– Apresenta vantagens cosméticas: não é oleosa, não danifica plásticos ou tecidos, ao contrário do DEET.
CONCLUSÃO: A Icaridina 20% é uma alternativa eficaz e de longa duração contra carraças, com perfil cosmético superior, sendo ideal para prevenção de doenças transmitidas por estes vetores.
OBJETIVO: Sintetizar informações atualizadas sobre repelentes registados pela US EPA, com foco em alternativas ao DEET como a Icaridina.
METODOLOGIA: Revisão de mais de 100 estudos clínicos e relatórios sobre eficácia, duração de proteção e segurança de repelentes.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– A Icaridina 20% mostrou eficácia comparável ao DEET, com proteção de 8-10 horas contra mosquitos e também eficaz contra carraças
– Vantagens cosméticas: inodora, não oleosa, não danifica materiais
– Perfil de segurança: excelente, com baixa irritação cutânea e uso seguro em crianças
CONCLUSÃO: A Icaridina 20% constitui uma alternativa eficaz e segura ao DEET, com vantagens cosméticas que promovem maior adesão, posicionando-se como opção de primeira linha para prevenção de doenças transmitidas por artrópodes.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos comportamentais e letais do repelente sintético Icaridina (KBR 3023) em mosquitos Aedes aegypti em condições laboratoriais controladas e na ausência de um hospedeiro.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– Toxicidade: A Icaridina não demonstrou qualquer efeito de “knock-down” ou mortalidade significativa nos mosquitos, mesmo na concentração mais elevada testada (7%).
– Irritabilidade: A Icaridina foi classificada como o repelente menos irritante dos três testados. A sua ação irritante foi baixa e apenas se manifestou quando os mosquitos estavam em contacto direto (0 mm) com a superfície tratada. Aos 10 mm de distância, o efeito irritante já não era significativo.
CONCLUSÃO: O estudo conclui que a Icaridina (KBR 3023) atua como um repelente puro, sem propriedades inseticidas associadas. O seu modo de ação principal não é irritar o mosquito à distância, mas sim inibir a sua atração pelo hospedeiro, muito provavelmente através do bloqueio de recetores olfativos. Esta característica distintiva confirma o seu perfil toxicológico favorável e a sua adequação para uma aplicação cutânea segura e eficaz.
OBJETIVO: Avaliar o perfil de segurança e riscos ambientais da Icaridina para registo como repelente nos EUA.
METODOLOGIA: Análise de estudos toxicológicos completos (toxicidade aguda, crónica, desenvolvimento, reprodução, carcinogenicidade) em animais e avaliação do impacto ambiental.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– Baixa toxicidade aguda (categoria III/IV) e não é sensibilizante dérmico
– Sem riscos crónicos significativos: não é carcinogénico pela via dérmica nem disruptor endócrino
– Segurança reprodutiva: nenhuma toxicidade no desenvolvimento ou reprodução nas doses testadas
– Perfil ambiental favorável: baixa toxicidade para aves e invertebrados, exposição ambiental insignificante
CONCLUSÃO: A US EPA concluiu que o uso tópico da Icaridina é seguro para a população, sustentando o registo do produto como repelente eficaz e sem preocupações significativas para saúde ou meio ambiente.
OBJETIVO: O objetivo deste documento é informar sobre a utilização correta de repelentes de mosquitos durante a gravidez, com foco em repelentes contendo Icaridina, para prevenir picadas de mosquitos que possam transmitir o vírus Zika à mulher grávida e ao seu bebé.
RESULTADOS: A Icaridina, quando utilizado corretamente, é considerado eficaz e segura para uso durante a gravidez. Repelentes contendo Icaridina oferecem uma proteção comparável à de outros ingredientes ativos, como o DEET.
CONCLUSÃO: O uso de repelente contendo Icaridina é uma medida segura e eficaz para proteger mulheres grávidas contra picadas de mosquitos que transmitem doenças como o Zika.
OBJETIVO: Este documento da OMS tem como objetivo estabelecer especificações internacionais de referência para a Icaridina (também conhecida por Picaridina ou KBR 3023) enquanto ingrediente técnico ativo, e avaliar o seu perfil químico, toxicológico e ecotoxicológico. A avaliação visa garantir a qualidade, segurança e eficácia do composto para utilização como repelente de insetos de interesse para a saúde pública.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– Identidade e Pureza: A Icaridina é um líquido incolor e quase inodoro, com um teor mínimo declarado de 970 g/kg. O seu perfil de impurezas é considerado seguro.
– Toxicologia: A Icaridina apresenta uma baixa toxicidade aguda (classificada pela OMS como Classe III “Ligeiramente perigosa”). Não é irritante para a pele, é ligeiramente irritante para os olhos e não é um sensibilizador cutâneo. Estudos de toxicidade repetida, carcinogenicidade, neurotoxicidade e toxicidade reprodutiva não revelaram efeitos preocupantes nos níveis de dose testados, nem evidenciaram potencial carcinogénico ou teratogénico.
– Mutagenicidade: O perfil é maioritariamente negativo, com um único teste de aberração cromossómica in vitro a mostrar um resultado ligeiramente positivo apenas em doses tóxicas elevadas.
– Ecotoxicologia: A Icaridina apresenta baixa toxicidade para organismos aquáticos e aves, e não apresenta potencial de bioacumulação.
CONCLUSÃO: A avaliação da OMS conclui que a Icaridina é um princípio ativo seguro e eficaz para utilização como repelente de insetos em aplicações de saúde pública. O seu perfil toxicológico favorável e a baixa perigosidade suportam a sua utilização em formulações destinadas à aplicação na pele humana.
OBJETIVO: Revisar o uso de repelentes em viajantes, focando a eficácia, instruções de uso e integração na prevenção de doenças.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– DEET e Icaridina são os repelentes com evidência mais robusta para proteção contra vetores de arbovírus e malária.
– A eficácia depende da concentração, formulação, quantidade aplicada e fatores externos (suor, água).
– Nenhum repelente oferece proteção absoluta; devem ser usados como complemento a outras medidas (redes mosquiteiras, vestuário).
– Perfil de segurança é favorável, com reações adversas raras e geralmente ligeiras.
CONCLUSÃO: Os repelentes são um componente essencial na prevenção para viajantes. A escolha do produto (DEET ou Icaridina) deve basear-se no perfil de viagem e preferência do utilizador, sendo crucial educar sobre o uso correto para maximizar a proteção dentro de uma estratégia global.
OBJETIVO: Avaliar a segurança do uso comunitário de repelente de Icaridina como complemento às redes mosquiteiras no controlo da malária, no Camboja.
PRINCIPAIS RESULTADOS:
– Entre >25.000 utilizadores, registaram-se apenas 22 reações adversas leves (cutâneas), principalmente nos primeiros meses.
– Ocorreram 11 casos de uso indevido, todos sem sequelas.
– 20% das famílias relataram efeitos secundários (prurido, cefaleias), mas apenas 5,6% interromperam o uso.
– Não foi detetada toxicidade cumulativa durante os dois anos do estudo.
CONCLUSÃO: A Icaridina demonstrou um perfil de segurança favorável para uso comunitário em larga escala, com reações raras e leves, sustentando sua viabilidade como complemento no controlo da malária. Mantém-se recomendada a monitorização contínua.
Repelente Mosquitos Tópico Familiar Sensitive
8 horas de alta proteção contra Mosquitos e 10 horas contra Carraças
Protege contra:
Mosquitos Aedes albopictus (Mosquito Tigre), Culex quinquefasciatus (Mosquito comum), Anopheles gambiae e Carraças (Ixodes ricinus)
Diminui o risco de exposição a vetores de:
Dengue, Zika, Malária, Chikungunya, Febre Amarela, Encefalite Japonesa, Doença de Lyme, Febre da Carraça, Encefalites, entre outros
População Alvo:
Crianças >3 anos, Adultos, Grávidas e Lactantes
O que nos distingue
| CRITÉRIO | Icaridina | DEET |
| Gravidez / Amamentação | ✓ | ⚠️ |
| Pele Sensível | ✓ | ✘ |
| Sensação na Pele | Leve, não Oleosa/Pegajosa | Oleosa/Pegajosa |
| Cheiro | Agradável | Desagradável (Químico) |
| Eficácia com Protetor Solar | ✓ | ✘ |
| Ecossustentável | ✓ | ✘ |
| Têxteis e Materiais plásticos | ✓ | ✘ |
Características
A Icaridina é uma substância ativa recomendada pela OMS
Proporciona uma aplicação confortável, sem deixar a pele oleosa ou pegajosa
Testado dermatologicamente para peles sensíveis
Utilização em zonas tropicais, temperadas e rurais
Apresenta um cheiro agradável
Modo de Utilização
AGITAR
APLICAR 1 VEZ AO DIA
REAPLICAR APÓS TRANSPIRAÇÃO INTENSA OU NATAÇÃO
NÃO UTILIZAR NOS OLHOS, MUCOSAS OU FERIDAS ABERTAS

